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Setor de moda consolida recuperação

17/11/2017
 
Os resultados das companhias abertas de vestuário e calçados no terceiro trimestre do ano confirmaram uma retomada do consumo, que começou a ser vista no segundo trimestre. As companhias apresentaram crescimento na receita líquida no trimestre. Também foi verificada melhora no controle de custos e de despesas financeiras em boa parte das empresas. No entanto, para parte das companhias, o lucro não acompanhou o avanço no desempenho operacional.
 
Juntas, Lojas Renner, Guararapes (dona da Riachuelo), Marisa, Cia. Hering, Restoque, Inbrands, Alpargatas, Grendene, Arezzo e Vulcabras Azaleia atingiram uma receita líquida consolidada de R$ 7,16 bilhões no terceiro trimestre, 10,2% superior à receita obtida no mesmo intervalo de 2016.
 
Das dez empresas, seis registraram crescimento em receita acima de 10% (Renner, Guararapes, Marisa, Restoque, Grendene e Vulcabras Azaleia). Apenas duas verificaram queda em vendas no trimestre: Alpargatas e Inbrands.
 
O desempenho em termos de lucro foi mais variado. Das dez companhias, quatro tiveram aumento no lucro líquido atribuído aos controladores (Renner, Guararapes, Arezzo e Vulcabras Azaleia). Tiveram recuo nos ganhos Grendene, Alpargatas e Cia. Hering. A Inbrands reverteu perdas, fechando o trimestre com lucro. A Restoque reduziu o prejuízo no trimestre e a Marisa aumentou a perda líquida.
 
Considerando o desempenho geral das companhias, as varejistas de vestuário aumentaram o controle em custos e despesas operacionais. Juntas, as empresas tiveram aumento de 6,6% nos custos de vendas, para R$ 2,94 bilhões. As despesas operacionais, por sua vez, aumentaram 9,9% no trimestre, chegando a R$ 3,06 bilhões.
 
O maior controle nas despesas e custos permitiu um avanço no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de todas as companhias de 22,4% no terceiro trimestre, chegando a R$ 1,08 bilhão. Das dez empresas, Alpargatas e Grendene foram as únicas com queda no Ebitda. Ambas sofreram principalmente com a retração nas vendas.
 
 
As companhias de moda também se beneficiaram com uma redução total de 30,4% nas despesas financeiras líquidas, que baixaram para R$ 104,2 milhões. Essa queda começou no segundo trimestre do ano, e tem sido causada pela redução na taxa básica de juros (Selic), com consequente redução no pagamento de juros em operações de certificados de depósito interbancários (CDI).
 
Na apresentação de resultados, as companhias foram unânimes em afirmar que o ambiente macroeconômico melhorou e o setor de vestuário e calçados dá sinais de recuperação gradual do consumo. Individualmente, parte das empresas informou que pretende fazer mudanças na operação para melhorar a lucratividade.
 
Marcelo Araújo, presidente da Marisa, disse que a companhia vai buscar melhorar o sortimento de produtos e a operação nas lojas para ampliar as vendas no último trimestre do ano.
Já a Cia. Hering, informou que teve despesas mais altas no terceiro trimestre porque decidiu antecipar a produção das coleções de alto verão. Fabio Hering, presidente da Cia. Hering, disse que espera normalizar as despesas no quarto trimestre, ao mesmo tempo em que a companhia espera ampliar vendas.
 
A Restoque, segundo seu presidente, Livinston Bauermeister, continuará trabalhando para reduzir despesas e o seu endividamento. A companhia informou essa semana que fará uma oferta de ações de R$ 200 milhões para reduzir o endividamento e aumentar sua liquidez. A meta original era fazer uma emissão de ações no valor de até R$ 800 milhões, mas, em função da demanda fraca por seus papéis, a companhia decidiu reduzir o tamanho da operação.
 
As calçadistas Alpargatas, Grendene e Vulcabras Azaleia informaram que estão contando com a melhora do mercado para ampliar vendas e lucro neste fim de ano.
 
Fonte: Valor Econômico - 16/11/2017 Voltar para Notícias.

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